Solenidade de São Pedro e São Paulo

25/06/2026

Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo!” – Mt 16,13-19 – Neste ano, o 13º Domingo Comum coincide com a Solenidade dos Apóstolos Pedro e Paulo. A liturgia convida-nos a focar nosso olhar nestas duas figuras que, simbolicamente, representam colunas da Igreja, construída sobre o alicerce inabalável, Jesus Cristo. As duas leituras giram em torno destas duas figuras, exaltando seu testemunho e sua fidelidade. O Evangelho, do ponto de vista literário, está no centro do Evangelho de Mateus. Sua centralidade porém, não é apenas literária. Trata-se de uma mudança de estratégia na vida de Jesus. O cenário da narrativa é Cesareia de Filipe, localizada ao Norte da Galileia, perto das nascentes do rio Jordão. A cidade tinha sido construída por Herodes Filipe, em honra do imperador Augusto. Seus moradores, na maioria, eram da elite judaica, certamente hostis a Jesus e ao projeto do Reino. A cruz já aparece claramente no horizonte. Jesus, que iniciara a sua missão gerando entusiasmo entre as multidões pobres e famintas, aos poucos começa a experimentar a oposição dos líderes e um certo desinteresse do povo. Então se dirige aos discípulos fazendo perguntas. O foco das perguntas é sobre sua identidade e missão. Não se trata de avaliar sua popularidade, mas de alertar os discípulos sobre a cruz que se delineia no horizonte, confirmar sua opção de seguimento e adesão verdadeira ao Reino. O que as pessoas dizem d’Ele e o que os próprios discípulos pensam. A opinião comum é que Jesus é uma continuidade do passado (“João Baptista”, “Elias”, “Jeremias” ou “algum dos profetas”). É um homem bom, justo, generoso, que ouviu o chamado de Deus para uma missão, assim como os antigos profetas. Uma informação fácil de ser dada. Mas Jesus quer saber o que se passa no coração dos discípulos. “E vós, quem dizeis que Eu sou?” Pedro responde em nome dos demais: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo!” A resposta é correta, porém não se confirma na adesão a Jesus “pobre, humilde e crucificado”. Pedro e os demais pertencem ao grupo dos pobres, mas a cruz não está em suas utopias. Jesus elogia a confissão de fé de Pedro e o constitui “rocha” sobre a qual a Igreja será construída. O alicerce da Igreja, porém, não é a pessoa de Pedro individualmente, mas sua proclamação que “Jesus é o Cristo, o Filho do Deus vivo”. A fé neste mistério é a rocha da nossa Igreja. Sento também o “dia do Papa”, rezemos para que ele continue testemunhando a mesma confissão de fé que tenha a força divina para o constante caminho da cruz. Ir. Zenilda Luzia Petry – FSJ