17° Domingo do Tempo Comum

23/07/2026

Reino, tesouro, pérola, rede, sabedoria – Mt 13,44-52 – Neste 17º domingo do Tempo Comum Jesus continua a anunciar o Reino de Deus, recorrendo à linguagem das parábolas, e convida a refletir sobre a vida de opção por Jesus Cristo e seu Reino. A primeira leitura apresenta-nos o personagem Salomão, como símbolo de alguém “sábio”, que percebe e escolhe o que é essencial para uma existência segundo o projeto de Deus. Na segunda leitura, da carta aos Romanos, Paulo como que sintetiza toda a sua convicção de fé: o mais alto valor da vida humana é seguir o caminho e a proposta de Jesus. No Evangelho Jesus recomenda aos seus seguidores a fazerem do Reino de Deus a sua prioridade fundamental e única. Todos os outros valores e interesses humanos devem ser relegados face ao “tesouro” supremo que é o Reino. O cenário da comunidade de Mateus certamente é de uma comunidade em crise, enfraquecida em sua opção por Jesus, sofrida pela perseguição das lideranças judaicas e do império romano. É preciso revigorar e reconfirmar os seguidores de Jesus. Três parábolas simples, sugestivas, de sabor especial, ajudam a mergulhar na profundeza do ensinamento de Jesus sobre a opção pelo Reino. Por meio de tais parábolas, exclusivas de Mateus, Jesus apresenta o sentido do mundo novo, o verdadeiro tesouro, a pérola preciosa, que Ele chamava de Reino de Deus. A parábola do “tesouro escondido no campo” e a da “pérola preciosa” desenvolvem o mesmo tema e apresentam ensinamentos semelhantes. Ambas animam os fiéis em sua opção pelo Reino que Jesus veio instaurar. É um mundo de paz, de amor, de fraternidade, de serviço. É o maior de todos os “tesouros” que os seguidores de Jesus devem abraçar, antes de qualquer outro valor ou proposta. Na parábola seguinte, da rede que, lançada ao mar, apanha diversos tipos de peixes, temos um ensinamento semelhante ao da parábola do trigo e do joio, do domingo anterior. O Reino não é constituído de um grupo fechado, de pessoas “santas”, mas é uma realidade onde o mal e o bem crescem juntos. Deus não tem pressa de condenar e destruir. Ele não quer a morte do pecador; por isso, dá ao ser humano o tempo necessário e suficiente para amadurecer as suas opções e para fazer as suas escolhas. O Deus de Jesus é um Deus paciente, amoroso, misericordioso. Na parte final do Evangelho temos um breve diálogo entre Jesus e os discípulos. Mateus sugere que o verdadeiro discípulo de Jesus é aquele que “compreende”, aquele que “presta atenção” e se compromete com o novo ensinamento proposto. A sentença final do “escriba” que “tira do seu tesouro coisas novas e velhas” pode significar a sabedoria do conhecedor profundo do Antigo Testamento, aberto a novidade do Reino, apresentada por Jesus. “É Ele o Reino de Deus em pessoa que está no meio de nós. Sejamos discípulos e discípulas do Reino! Ir. Zenilda Luzia Petry – FSJ